Por que dizem que o medicamento homeopático é só água?

Quando Hahnemann iniciou a experimentação, percebeu que certas substâncias não poderiam ser usadas em grandes quantidades. A partir daí, diluiu-as sempre na escala de 1 para 100, criando um método reproduzível. A cada diluição chamou de centesimal (que mais tarde, para diferenciá-la de outros métodos, denominou-se de centesimal hahnemanniana, ou CH). Para usá-las como medicamento, procedia da mesma forma. Contudo, percebeu que, mesmo diluídas, apresentavam agravações (aumento inicial da intensidade dos sintomas) quando prescritas aos pacientes. Passou então a diluir cada vez mais, agitando o medicamento (sucussões) e obtendo assim melhores resultados. Mas não chega uma hora em que, diluindo-se tanto, acaba a substância original? Sim, daí a necessidade das sucussões, ou seja, agitar o frasco também 100 vezes a cada vez que se dilui. O efeito medicamentoso em homeopatia não é bioquímico, mas sim energético. A substância, ao ser diluída e agitada, libera uma imagem energética na água e, ao ser pingada sob a língua, transfere a energia para o paciente. Esta energia estimula os mecanismos naturais de cura do indivíduo (vix medicatrix naturae), levando-o da doença para a saúde através de suas próprias condições intrínsecas. Estudos vêm sendo realizados na França que visam provar a memória da água. Esta explicação é a mais racional encontrada até o momento para os indubitáveis resultados clínicos da homeopatia.