É verdade que a homeopatia não trata de doenças "agudas"?

Não. Normalmente a doença aguda é uma forma de o organismo procurar o equilíbrio que então necessita entrar em crise para que seja alcançado. O que fazemos é aumentar sua capacidade de reação, fazendo com que uma doença que duraria muitos dias diminua seu tempo total de duração com o estímulo do medicamento. Os sintomas, no entanto, cumprem seu ciclo normal. A diferença é o tempo de recuperação, que é menor. Então a doença aguda ou crônica tem um objetivo? Sim, o objetivo de manter o indivíduo no equilíbrio possível que pode ser alcançado por ele, que nem sempre é o ideal. De que depende este equilíbrio possível? De vários fatores, desde a carga genética herdada dos pais, o meio ambiente, as condições afetivas da família, até a umidade do local onde vive. Como assim? De nada adianta prescrevermos o medicamento melhor indicado para um paciente se os pais vivem em constante conflito. Os estímulos agressivos externos para esta criança serão de tal monta que, mesmo bem medicada, ela desenvolverá uma doença (sintomas), claro que mais fraca e até mais fácil de controlar. E quais são esses sintomas? Isto dependerá do que chamamos de locais de menor resistência (loci de minor resistance). Cada um de nós tem em seu organismo órgãos ou funções que apresentam pequenas alterações que só aparecerão uma vez que seja submetido a grande stress. Isto é o que acontece com as doenças, normalmente elas ocorrem naqueles órgãos que, mais debilitados, transformam-se nos locais de choque quando algo está errado. É possível mudar estes órgãos de choque? É a isto que a homeopatia se propõe: dar condições para que o organismo mude o seu órgão de choque, de um mais interno para um mais externo, como a pele, por exemplo. Todo paciente atópico (uma doença alérgica) sabe que, quando tem eczema, melhora muito da asma e vice-versa. Ao passar pomadas na pele para o eczema sumir, a asma volta com intensidade às vezes maior que da última vez. Tal procedimento (fazer sumir um sintoma sem a cura do paciente) chamamos de supressão. Mas na maioria das vezes a medicina ortodoxa faz isto, dá medicamentos para que os sintomas sumam. O que ocorre então? É exatamente isto que acontece. O paciente vê-se momentaneamente livre dos sintomas que o perturbam, mas como o distúrbio não foi resolvido mudou-se para outro local de menor resistência. Depois de algum tempo, voltará sob outra forma, freqüentemente mais grave, porque o organismo estará mais debilitado e será mais difícil de se autocurar. Quanto tempo leva para que esta alteração ocorra? Depende da capacidade de reação do indivíduo. Quanto mais rápido aparecerem os sintomas, melhor capacitado energeticamente ele estará. Quanto mais tempo levar, menos capacitado e mais suscetível a cronificação do processo. E as doenças infecciosas? O mecanismo é o mesmo, porque nem todos que entram em contato com bactérias ou vírus patogênicos desenvolvem a doença em sua totalidade. Muitos nem sequer apresentam a sintomatologia, tornando-se portadores daquele determinado germe, desenvolvendo-a somente numa situação de baixa imunidade.