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O que é Homeopatia?
A homeopatia é recente?
Existe medicamento homeopático específico para obesidade?
A homeopatia é recente?

 



 

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A HOMEOPATIA 
Texto elaborado por Dr. Heidwaldo A. Seleghini

 

O que é Homeopatia?

O termo homeopatia foi criado por Hahnemann. Tem origem grega e significa "moléstia semelhante" (homeos = semelhante, pathos = moléstia).


Quem foi Hahnemann?

Cristiano Frederico Samuel Hahnemann nasceu em Meissen, Saxônia, em 10 de abril de 1755 e faleceu em Paris em 2 de julho de 1843. De origem humilde, estudou medicina em Leipzig. Após vários anos de clínica, constatando a impossibilidade de minimizar os males daqueles que o procuravam, desistiu de praticar a medicina, dedicando-se a traduzir livros. Ao traduzir a Matéria Médica de Cullen, um renomado médico inglês, ficou admirado com a sintomatologia produzida pela China do Peru quando tomada em quantidades excessivas (intoxicação). O que impressionou foi o fato de que estes sintomas correspondiam àqueles produzidos pela malária, moléstia para a qual a china é indicada até os dias de hoje para seu tratamento. A partir daí, imaginou a possibilidade de outras substâncias terem as mesmas propriedades, ou seja, produzir sintomas que curem sintomas parecidos das doenças naturais. Isto foi descrito mais tarde como Lei dos Semelhantes.


Qual foi o procedimento de Hahnemann, então?

Graças a esta constatação, iniciou muitos anos antes de Claude Bernard (considerado o pai da medicina experimental) uma experimentação com as mais variadas substâncias, sendo que os resultados e o método empregado são reproduzíveis até hoje.


Como eram feitas as pesquisas?

Hahnemann começou consigo mesmo e estendeu a experimentação para seus familiares, amigos e discípulos. Chamou a técnica de Patogênesia, ou seja, protocolou um grupo de pessoas que ingeria diariamente uma quantidade pré estipulada de determinada substância e cada uma anotava todos os sintomas que sentia durante e após o início da experimentação. Os sintomas foram e são catalogados em três modalidades: mentais, gerais e locais. A escolha de Hahnemann recaía sobre pessoas as mais saudáveis possíveis - pois, se assim não fosse, os sintomas do paciente poderiam se misturar com os sintomas do medicamento. A isto denominou experimentação no homem são.


Como é a Lei dos Semelhantes?

Toda substância que, ao ser experimentada no homem são, é capaz de produzir sintomas, também é capaz de curar sintomas no indivíduo doente.


Por que dizem que o medicamento homeopático é só água?

Quando Hahnemann iniciou a experimentação, percebeu que certas substâncias não poderiam ser usadas em grandes quantidades. A partir daí, diluiu-as sempre na escala de 1 para 100, criando um método reproduzível. A cada diluição chamou de centesimal (que mais tarde, para diferenciá-la de outros métodos, denominou-se de centesimal hahnemanniana, ou CH). Para usá-las como medicamento, procedia da mesma forma. Contudo, percebeu que, mesmo diluídas, apresentavam agravações (aumento inicial da intensidade dos sintomas) quando prescritas aos pacientes. Passou então a diluir cada vez mais, agitando o medicamento (sucussões) e obtendo assim melhores resultados. Mas não chega uma hora em que, diluindo-se tanto, acaba a substância original? Sim, daí a necessidade das sucussões, ou seja, agitar o frasco também 100 vezes a cada vez que se dilui. O efeito medicamentoso em homeopatia não é bioquímico, mas sim energético. A substância, ao ser diluída e agitada, libera uma imagem energética na água e, ao ser pingada sob a língua, transfere a energia para o paciente. Esta energia estimula os mecanismos naturais de cura do indivíduo (vix medicatrix naturae), levando-o da doença para a saúde através de suas próprias condições intrínsecas. Estudos vêm sendo realizados na França que visam provar a memória da água. Esta explicação é a mais racional encontrada até o momento para os indubitáveis resultados clínicos da homeopatia. 


A homeopatia é recente?

A afirmativa de que pode-se curar as doenças através dos semelhantes é muito antiga. Hipócrates escreveu que existiram duas formas de curar: simila simila curantur e contraria contrarius curantur. Coube à genialidade de Hahnemann sintetizar e operacionalizar a homeopatia.


Por que a consulta homeopática é diferente da alopática?

A consulta homeopática caracteriza-se por apresentar uma extensão maior do que a consulta de um médico tradicional, pois, além de fazermos os diagnósticos normais, ainda temos que encontrar o medicamento específico para o paciente. Para isso recorremos à ajuda de diversos livros e até a computadores.


Qual a importância da doença?

É muito importante, não para medicar o paciente, e sim para avaliarmos o prognóstico. Para o homeopata, cada ser humano faz a sua doença particular, com sintomas específicos, e ficar doente é um ato muito especial. Assim, uma pneumonia, além de representar uma inflamação dos pulmões, é consequência da forma de viver e sofrer de cada um, e é isto que dá o tom individual do ser humano entre todos na humanidade. Tal qual a nossa impressão digital, a forma de adoecer também é única. Cabe então ao homeopata, através de técnicas bem estabelecidas, chegar ao diagnóstico do doente, e não da doença. Isso explica a demora na consulta e o atraso no consultório? Diria que sem dúvida, porque cada ser humano tem o seu timing, ou seja, por vezes chegamos a um diagnóstico rapidamente e noutras, apesar de aplicarmos corretamente todas as técnicas, levamos muito mais tempo que o esperado.


Por que há homeopatas que prescrevem um só medicamento e outros prescrevem vários?

Hahnemann, no Organon da Arte de Curar (livro onde descreveu as bases da homeopatia), esclarece que deve-se prescrever somente um medicamento homeopático de cada vez. Com o passar do tempo, por várias razões, os médicos passaram a seguir ou não o que foi legado por Hahnemann, prescrevendo das mais variadas formas.


Como prescreve a equipe médica do Homeocentro?

Tentamos seguir o melhor possível os preceitos hahnemannianos, ou seja, prescrevendo apenas um medicamento homeopático por vez. Além da prescrição de vários medicamentos, existem médicos que prescrevem somente doses únicas. Qual a diferença? Ao morrer, Hahnemann deixou-nos cinco lições do Organon, onde prescrevia sempre em doses únicas. Assim, seus seguidores na época aprenderam a prescrever através de doses únicas, e toda literatura homeopática até parte deste século se baseia nessas doses. Nos últimos anos de vida, Hahnemann, constatando a maior eficácia das doses repetidas, deixou registrado tal fato na última revisão que fez de seu livro, que se constituiu na sexta edição (póstuma), tendo sido publicado somente neste século. Os médicos homeopatas que prescrevem doses únicas baseiam-se, portanto, na quinta edição, e os que prescrevem doses repetidas, na sexta edição do Organon. Qual forma de prescrever é a mais eficiente? Ambas são eficientes, mas nas doses repetidas os estímulos energéticos são mais frequentes e o organismo se capacita mais rapidamente para combater a doença.


É verdade que a homeopatia não trata de doenças "agudas"?

Não. Normalmente a doença aguda é uma forma de o organismo procurar o equilíbrio que então necessita entrar em crise para que seja alcançado. O que fazemos é aumentar sua capacidade de reação, fazendo com que uma doença que duraria muitos dias diminua seu tempo total de duração com o estímulo do medicamento. Os sintomas, no entanto, cumprem seu ciclo normal. A diferença é o tempo de recuperação, que é menor. Então a doença aguda ou crônica tem um objetivo? Sim, o objetivo de manter o indivíduo no equilíbrio possível que pode ser alcançado por ele, que nem sempre é o ideal. De que depende este equilíbrio possível? De vários fatores, desde a carga genética herdada dos pais, o meio ambiente, as condições afetivas da família, até a umidade do local onde vive. Como assim? De nada adianta prescrevermos o medicamento melhor indicado para um paciente se os pais vivem em constante conflito. Os estímulos agressivos externos para esta criança serão de tal monta que, mesmo bem medicada, ela desenvolverá uma doença (sintomas), claro que mais fraca e até mais fácil de controlar. E quais são esses sintomas? Isto dependerá do que chamamos de locais de menor resistência (loci de minor resistance). Cada um de nós tem em seu organismo órgãos ou funções que apresentam pequenas alterações que só aparecerão uma vez que seja submetido a grande stress. Isto é o que acontece com as doenças, normalmente elas ocorrem naqueles órgãos que, mais debilitados, transformam-se nos locais de choque quando algo está errado. É possível mudar estes órgãos de choque? É a isto que a homeopatia se propõe: dar condições para que o organismo mude o seu órgão de choque, de um mais interno para um mais externo, como a pele, por exemplo. Todo paciente atópico (uma doença alérgica) sabe que, quando tem eczema, melhora muito da asma e vice-versa. Ao passar pomadas na pele para o eczema sumir, a asma volta com intensidade às vezes maior que da última vez. Tal procedimento (fazer sumir um sintoma sem a cura do paciente) chamamos de supressão. Mas na maioria das vezes a medicina ortodoxa faz isto, dá medicamentos para que os sintomas sumam. O que ocorre então? É exatamente isto que acontece. O paciente vê-se momentaneamente livre dos sintomas que o perturbam, mas como o distúrbio não foi resolvido mudou-se para outro local de menor resistência. Depois de algum tempo, voltará sob outra forma, freqüentemente mais grave, porque o organismo estará mais debilitado e será mais difícil de se autocurar. Quanto tempo leva para que esta alteração ocorra? Depende da capacidade de reação do indivíduo. Quanto mais rápido aparecerem os sintomas, melhor capacitado energeticamente ele estará. Quanto mais tempo levar, menos capacitado e mais suscetível a cronificação do processo. E as doenças infecciosas? O mecanismo é o mesmo, porque nem todos que entram em contato com bactérias ou vírus patogênicos desenvolvem a doença em sua totalidade. Muitos nem sequer apresentam a sintomatologia, tornando-se portadores daquele determinado germe, desenvolvendo-a somente numa situação de baixa imunidade.


Poderia explicar melhor o que é "supressão"?

É todo e qualquer procedimento que impeça o organismo de expressar seus sintomas, impossibilitando-o de chegar ao seu equilíbrio possível. O que ocorre, então, depois de uma supressão? Geralmente o que chamamos de metástase mórbida, ou seja, a mudança dos sintomas de um locus de menor resistência, de menor nocividade, para um mais nocivo e algumas vezes de muito difícil tratamento.


Optando pela homeopatia não se pode mais voltar à alopatia?

A alopatia é tecnicamente capacitada a resolver situações onde o organismo intrinsecamente é incapaz de reagir. Podem ocorrer circunstâncias onde o estímulo nocivo externo seja de tal monta que, apesar de bem medicado, o paciente não responde adequadamente. Neste momento, o médico homeopata é antes de tudo médico, devendo avaliar adequadamente a situação e, se necessário, optar por outra forma terapêutica, medicando ou encaminhando o paciente para um colega melhor habilitado.


Existe alguma situação na qual é impossível tratar-se com homeopatia?

Sim, quando, apesar de doente, o paciente não apresenta sintomas homeopáticos (sintomas utilizados pelo médico homeopata para diagnosticar o medicamento). O que fazer, então? Uma vez constatado tal fato, o médico homeopata deverá proceder da forma descrita na pergunta 14.


O médico homeopata pede exames?

Como qualquer outro médico, não só pede exames como a opinião de outros colegas especialistas, a fim de firmar o diagnóstico clínico mais correto possível.


Como um médico se torna homeopata?

Cursando a faculdade de medicina e, após o término, fazendo um curso de especialização com três anos de duração.


Quem pode prescrever medicamentos homeopáticos?

Os mesmos profissionais que prescrevem os medicamentos alopáticos: médicos, dentistas e veterinários. Qualquer pessoa leiga ou de outra profissão que o fizer, estará praticando charlatanismo, exercício ilegal da medicina e propaganda enganosa, devendo ser denunciada à delegacia mais próxima, à Vigilância Sanitária, ao Procon e ao ministério público. O uso de medicamentos homeopáticos prescritos de forma inadequada, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, pode causar danos a quem os consome. E os complexos homeopáticos? São produtos que tem várias substâncias medicamentosas em seu interior e não seguem a filosofia homeopática. Ao serem indicados, servem para desviar os sintomas para outro local de menor resistência, amenizam temporariamente as queixas do paciente, causando provavelmente uma supressão. E as substâncias naturais? Toda e qualquer substância que venha a mascarar os sintomas interfere no tratamento homeopático. O uso concomitante destas substâncias cria sérios problemas de avaliação, uma vez que o médico homeopata trabalha com a linguagem dos sintomas: localização, intensidade, destino, aparecimento e desaparecimento. Cremos, pois, que várias substâncias atuando num só paciente ao mesmo tempo dificulta ou impossibilita a tarefa de diferencial qual delas foi a responsável pela melhora ou piora do quadro. Isto é verdadeiro para todas as substâncias? Com maior ou menor intensidade, sim. Por exemplo, os medicamentos alopáticos. Todo médico conhece a maioria de seus efeitos, como agem e o que esperar deles. Assim, o uso concomitante em certas doenças crônicas, tais como insuficiência cardíaca congestiva, etc., é uma necessidade e um mal menor, pois é possível prever sua influência. Alguns chás também são previsíveis. Outras substâncias, como Florais de Bach, são totalmente contra indicadas, pois atuam em níveis tais que impedem a livre expressão de sintomas muito importantes para a prescrição homeopática, além de causarem verdadeira supressão. Não é raro chegar ao consultório de homeopatas unicistas pacientes que fizeram uso de Florais por algum tempo com sintomas muito mais profundos do que aqueles que os motivaram a usá-lo. Além destes fatos, que por si só são muito graves, os Florais, pela legislação brasileira, não são considerados medicamentos, apesar de modificarem aspectos importantes da função psíquica do ser humano, o que os transforma em produtos de livre indicação. Assim, pessoas não habilitadas, tais como cabeleireiros, psicólogos, massagistas, atendentes, bacharéis em direito, etc., prescreverem estes produtos sem nenhum preparo para tal.


A medicina homeopática é muito lenta para tratar as doenças?

Não, absolutamente. O que ocorre é que, como a homeopatia se preocupa com as causas que levaram o indivíduo ao desequilíbrio, algumas vezes aparentemente aumentando a intensidade dos sintomas visando fortalecer os mecanismos naturais de cura e não os suprimindo simplesmente, tem-se a falsa impressão de que os medicamentos homeopáticos são lentos em sua atuação. Mas se o paciente encontra-se energeticamente responsivo, a ação é notada instantaneamente.


Existe medicamento homeopático específico para obesidade?

NÃO EXISTEM MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS ESPECÍFICOS PARA DOENÇAS. Qualquer afirmação em contrário é desonesta e usa o nome da homeopatia para explorar financeiramente a população. Estas pessoas devem ser denunciadas, e se forem profissionais da área médica a denúncia deve ser feita ao Conselho Regional de Medicina, além dos procedimentos descritos na pergunta 18.


Que procedimento deve adotar a mãe cujo filho tem febre?

Ao contrário da opinião comum das mães e principalmente das avós, a febre não é um sintoma ruim. Sabe-se perfeitamente que se trata de um mecanismo utilizado pelo organismo para criar condições adversas aos agentes invasores, propiciando um aumento das defesas, além de ser um aviso de que algo está ocorrendo. Deve-se diminuí-la a todo custo? Não. Deve-se observar no paciente febril quais sintomas apareceram juntamente com o aumento da temperatura. Dependendo da gravidade do processo, deve-se entrar em contato com seu médico o mais breve possível.


Qual a opinião dos homeopatas quanto às vacinas?

Aceitamos as determinações governamentais, explicando seus riscos e benefícios.


Como os pais podem auxiliar o homeopata a diagnosticar o medicamento dos filhos?
É fundamental a observação acurada e constante de seus hábitos e atitudes. É muito importante a observação do aparecimento, desaparecimento e a intensidade dos sintomas, pois somente assim poderemos realizar uma prescrição bem sucedida.


Nos casos de urgência, existe um pronto socorro homeopático?

Infelizmente, o custo de se instalar um pronto socorro em relação ao número de pacientes a serem atendidos torna inexeqüível sua existência, principalmente em cidades com pequeno número de habitantes.


Que cuidados deve-se ter quanto ao medicamento homeopático?

Como já foi exposto, a ação medicamentosa homeopática baseia-se na energia. Assim, os cuidados com os frascos devem ser redobrados em relação aos outros produtos não homeopáticos. Campos de energia, tais como os produzidos por motores elétricos, podem afetar a qualidade e a validade dos medicamentos. Sol e calor (como o dos porta-luvas dos automóveis), cânfora (como a contida em produtos como Vice Vaporub, Transpulmin, etc.) e raios X (como os emitidos por aparelhos de TV) comprovadamente diminuem a eficácia do medicamento, chegando a anular seus efeitos. Quais os cuidados para a aquisição de medicamentos homeopáticos? O primeiro e mais importante é em relação à farmácia. De nada adianta o médico realizar um excelente trabalho se os medicamentos a serem prescritos não são confiáveis. A certeza de que a farmácia conta com farmacêuticos especializados em homeopatia e que sejam eles mesmos os manipuladores dos medicamentos já nos dá grande segurança de que se trata de uma farmácia confiável. No Brasil existe a Associação Brasileira dos Farmacêuticos Homeopatas, que periodicamente edita o Manual de Normas Técnicas, onde são apresentados todos os requisitos necessários para a manipulação e comercialização dos medicamentos homeopáticos. Outro fator importante para atestar a qualidade do medicamento é verificar se o farmacêutico responsável é participante da associação. Além disso, quais outros indicativos de qualidade? A embalagem deve ter cor âmbar, vir hermeticamente fechada e com data de validade. Também são importantes os cuidados com a higiene do local e dos funcionários. No Nordeste, o calor exige a instalação de ar condicionado onde a ventilação for deficiente, sem o que a validade dos medicamentos pode ser afetada. A venda ética, sem a interferência de balconistas que tentam despachar outros produtos que não sejam somente os prescritos pelo médico, denotam a seriedade e honestidade da farmácia. 


Os medicamentos homeopáticos são muito caros?

Absolutamente. Ocorre que o custo operacional de uma farmácia que segue todas as normas preconizadas e que tenha pessoas capacitadas trabalhando é muito alto. Diferentemente das multinacionais que fabricam os medicamentos alopáticos, onde o custo é diluído na quantidade produzida, a venda dos produtos homeopáticos ainda é muito reduzida em relação ao universo de pessoas consumidoras de medicamentos. Assim, aparentemente, em alguns casos eles poderão parecer caros. O lucro, contudo, se é que podemos chamar assim, é compatível somente com a sobrevivência digna dos que trabalham honestamente, pagando os altos impostos brasileiros. Mais caro seria se não pudéssemos contar com os medicamentos necessários para o tratamento daqueles que nos procuram. Com que freqüência deve-se tomar o medicamento? Isso varia de paciente para paciente. Dependendo da gravidade e intensidade dos sintomas, desde doses únicas, já comentadas, até muitas doses por dia. O que deve-se ter em conta é que o importante não é o horário preciso entre as tomadas, mas sim a freqüência de uso, visto a atuação ser baseada em estímulos energéticos: quanto mais freqüente, maior a capacitação para reagir à doença. E quanto aos intervalos de tomada? Esta questão certamente será adequadamente explicada por seu médico, e dependerá da gravidade da doença. Deve-se acordar o paciente que está dormindo para medicá-lo? Não. Se o paciente estiver sendo adequadamente medicado, ao dormir seus mecanismos naturais de cura estarão atuando. Deve-se certificar, contudo, se é sono natural ou sonolência patológica devida ao comprometimento do sistema nervoso central. Em caso de dúvida, convém realizar uma avaliação médica. A ingestão de alimentos interfere na ação medicamentosa? Nos casos crônicos, para fazer uso da medicação é recomendável esperar ao menos 60 minutos antes e depois das refeições. Nos casos agudos, onde a premência da resposta do organismo é muito mais necessária e a freqüência de uso muito maior, deve-se dar o intervalo de 15 minutos antes e depois das refeições.


Qual a diferença entre os medicamentos líquidos e em glóbulos?

Hahnemann usava os glóbulos apenas para armazenar os medicamentos, e quando queria usá-los dissolvia-os em água. A diferença é que quando agitamos o frasco do medicamento líquido modificamos a dinamização, por menor que seja a modificação. Em glóbulos, tal procedimento é impossível.


Os medicamentos homeopáticos têm efeitos colaterais?

Efeitos colaterais clássicos, não. Contudo, se utilizados inadequadamente, indicados por pessoas não habilitadas, poderão trazer danos algumas vezes irreparáveis. Mas há folhetos e até livros que ensinam a automedicação. Qual a função deles? Nenhum médico homeopata sério escreve livros que possibilitem a automedicação. Trata-se muito mais de interesse financeiro do que de preocupação com a saúde.


Qual o objetivo de diluir o medicamento em água e tomar em colheradas?

É aumentar um pouco que seja sua dinamização. Este método chama-se plus-modificado. Por que deve-se pingar o medicamento diretamente sob a língua? Porque sob a língua existem vasos sangüíneos e terminações nervosas de fácil acesso.


Existem especialidades na homeopatia?

O surgimento das especialidades dentro da medicina deve-se ao fato de que a quantidade de informações específicas de uma determinada área passou a ser tão grande que um indivíduo somente não poderia abarcá-las integralmente. Assim, subdividiu-se o ser humano em várias partes e órgãos para que se pudesse dominar melhor seu conhecimento. Apesar de representar um grande avanço através da pesquisa da fisiopatologia (estudo dos mecanismos fisico-químicos e genéticos das doenças) e de novas e apuradas técnicas de realizar diagnósticos (ultra som, tomografia computadorizada, raio X, etc.), esqueceu-se de que o ser humano é um todo indissociável. A homeopatia, entendendo esta indissociabilidade e utilizando-a para medicar o paciente, não prescinde da opinião dos especialistas (ginecologistas, urologistas, cardiologistas, oftalmologistas, etc.) para a elucidação do diagnóstico clínico. Contudo, sempre leva em conta o paciente como um todo. Assim, uma paciente que venha a apresentar uma leucorréia (corrimento vaginal) deve ser tratada na sua integridade, e não medicada especificamente para o corrimento. Tal fato se repete com as conjuntivites, pneumonias, piodermites, etc.


Qual a situação atual da homeopatia no Brasil?

Foi reconhecida como especialidade médica a partir de 1980 tanto pelo Conselho Federal de Medicina quanto pela Associação Médica Brasileira. A Associação Médica Homeopática Brasileira representa os médicos homeopatas no Brasil e exterior. Para ser homeopata, o médico precisa participar de um curso de especialização com 3 anos de duração e, no mínimo, 1200 horas. Já existem várias faculdades de medicina que oferecem cursos de informação sobre homeopatia (optativos) de 60 horas de aula durante o curso de formação médica. Apesar do reconhecimento como especialidade e de existirem mais de 8 mil médicos homeopatas em todo o Brasil, ainda sofremos discriminação, não da população que ao usar a homeopatia comprova sua eficácia, mas de alguns poucos colegas médicos ainda desinformados sobre a especialidade.


Nos casos cirúrgicos, qual a atuação do médico homeopata?

Existem situações, tais como fraturas, abdome agudo obstrutivo ou inflamatório (apendicite) em que somente a cirurgia resolve. O homeopata encaminhará o paciente para um cirurgião habilitado e, se possível, havendo a permissão do colega, prescreverá medicamentos homeopáticos visando o pronto restabelecimento do paciente. 


Necessitando de dentista, qual o procedimento?

A boca, como parte do organismo, também reflete o que ocorre no todo. As alterações em seu interior são produto da tentativa do organismo do indivíduo em chegar ao seu equilíbrio possível. Assim, medicar a parte sem levar em consideração a desarmonia global poderá acarretar a simples supressão da sintomatologia. É claro que os procedimentos odontológicos devem ser sempre realizados quando necessário, mas o uso concomitante do medicamento homeopático proporcionará ao indivíduo condições de alcançar o equilíbrio possível com muito maior rapidez e facilidade. Neste caso, a prescrição é feita pelo médico ou pelo cirurgião dentista? Como trabalhamos com homeopatia unicista, só o médico tem condições técnicas de avaliar o paciente na sua totalidade. Prescrever exclusivamente para um sintoma (abcesso dentário, por exemplo) poderá trazer complicações posteriores. Assim, somente o médico e o cirurgião dentista juntos poderão avaliar o melhor procedimento a ser tomado em relação aos pacientes homeopatizados (que já fazem uso da homeopatia).


Qual o significado das siglas FC e LM?

Trata-se do método farmacotécnico empregado para a manipulação do medicamento. FC: fluxo contínuo, onde um aparelho dilui e dinamiza ao mesmo tempo. LM: a diluição é de 1:50.000, sendo a dinamização feita manualmente.


O que é potência do medicamento?

Como diz o próprio nome, é a capacidade do medicamento de produzir as modificações necessárias que levam o indivíduo à cura. Depende da dinamização e da susceptibilidade do paciente.


A homeopatia trata de alergias?

Encaramos a alergia como qualquer outra doença. Sem dúvida, a terapêutica homeopática auxiliará muito o controle e a remissão das crises, podendo chegar até ao desaparecimento da sintomatologia.


Uma vez iniciado o tratamento homeopático, deve-se tomar medicamento para o resto da vida?

O que ocorre é que, no início, até que se consiga chegar ao equilíbrio esperado, a freqüência do uso é alta. Com o passar do tempo, com o controle dos sintomas e a melhora clínica do paciente, as tomadas vão se espaçando cada vez mais e só serão aumentadas caso exista algum fato que provoque novo desequilíbrio. Então o uso dos medicamentos, apesar de pouco freqüente, será por muito tempo? Em homeopatia pensamos em evitar que as doenças ocorram, ao invés de simplesmente curá-las. Se existe uma forma de equilibrarmo-nos energeticamente, dificultando a manifestação de nossos locais de menor resistência com algumas visitas anuais ao médico homeopata e mantendo-nos saudáveis por longos períodos, sinceramente seria muito difícil encontrar tratamento médico melhor.


Há alguma restrição alimentar para quem faz tratamento homeopático?

Especificamente, não. A orientação que sempre fazemos é evitar o máximo possível produtos que contenham substâncias artificiais. O uso de bebidas alcoólicas deve ser moderado. Em algumas doenças pedimos para evitar este ou aquele produto.


A homeopatia trata de câncer?

A maioria dos pacientes que nos chega com câncer vem desenganada por seus médicos de origem. O que temos feito com sucesso é proporcionar uma grande melhora no estado geral e minimizar enormemente o sofrimento destes pacientes terminais. A associação do tratamento homeopático com outras técnicas terapêuticas, na experiência de nossa equipe médica, tem proporcionado maior conforto e tempo de vida mais prolongado. Infelizmente o prognóstico para os pacientes portadores de câncer em estágio avançado é muito reservado, independente da técnica terapêutica empregada.


E a AIDS?

Trabalhos tem sido realizados nacional e internacionalmente com técnicas não ortodoxas no tratamento da AIDS. O que podemos dizer é que, uma vez que o paciente esteja energeticamente equilibrado, teoricamente será mais difícil (mas não impossível!) contrair a doença e que, uma vez contraída, as manifestações clínicas tardarão a aparecer. Os portadores do vírus de que temos conhecimento e estão sob tratamento homeopático têm evoluído desta forma. Infelizmente, contudo, não podemos afirmar que existe cura definitiva para a AIDS. A prevenção ainda é nossa melhor arma, independente da terapêutica utilizada. 


Que procedimento o paciente homeopatizado deve adotar em caso de acidente?

Depende da gravidade. Como o próprio nome sugere, um acidente não se caracteriza por ser uma doença interna verdadeira, mas uma fato que afeta o paciente do exterior para o interior. Pequenas e médias contusões, que necessitem de cuidados médicos mas não de hospitalização ou cirurgias, podem ser resolvidas somente com medicamentos homeopáticos. Casos mais graves, como traumatismo crânio-encefálico e coma, por exemplo, tornam indispensável a utilização das UTIs. Em alguns locais do Brasil existem UTIs que permitem o acesso do médico homeopata para tratamento conjunto de pacientes já homeopatizados, desde que a pedido da família. Nestas situações, constata-se que, quando somadas as duas terapêuticas, os resultados são melhores para o paciente.


O médico homeopata faz internações hospitalares?

Infelizmente, são pouquíssimos os hospitais que permitem internações por parte dos homeopatas. Os convênios médicos são explícitos em não permiti-lo (por motivo intrínseco do próprio convênio). Independente destes fatos, o médico homeopata bem preparado tem não só condições técnicas de fazê-lo como arsenal terapêutico homeopático vasto o suficiente para permitir tratamentos homeopáticos intra-hospitalares bem sucedidos.


O que são medicamentos isopáticos?

"Iso" significa igual. São produtos que, apesar de produzidos utilizando-se a farmacotécnica homeopática, têm como matéria prima as substâncias que diretamente produzem a doença. São usados na maioria das vezes para aumentar a resistência do organismo contra um determinado agente invasor ou para dessensibilizá-lo contra produtos que lhe causem algum dano. Além disso, não passam pelo processo de patogenesia.


Pequenos acidentes passíveis de ser tratados em casa podem receber anti-sépticos?

Em homeopatia existem excelentes anti-sépticos, medicamentos destinados a contusões, etc. Entre em contato com seu médico e este lhe fornecerá a melhor orientação.


O que fazer quando um médico não homeopata afirma categoricamente que determinado caso ou doença não pode ou não deve ser tratado pela homeopatia?

Apesar de respeitarmos profundamente qualquer colega médico, homeopata ou não, achamos que somente quem é especialista em determinada área tem total capacidade de expressar opinião tecnicamente categorizada sobre assuntos relativos a essa área. Para opinarmos sobre a abrangência e eficácia de determinada técnica terapêutica são necessários muitos anos de prática e experiência clínica. Para o bem estar do paciente, que deve ser o principal objetivo do médico, o contato pessoal entre colegas para esclarecimento de dúvidas e intercâmbio de conhecimentos deveria ser regra e não excessão. Um médico homeopata bem preparado tecnicamente não submeterá seus pacientes a riscos desnecessários, nem prescindirá da opinião de outros colegas alopatas se a situação assim o exigir.


O tratamento homeopático pode ser realizado paralelamente à psicoterapia?

Sim, desde que respeitados os princípios éticos para o encaminhamento de pacientes.


O uso de shampoos e desodorantes traz algum problema para o tratamento homeopático?

O uso de shampoos comuns, neutros, que sirvam somente para limpeza, não apresentam risco. Se forem específicos para algum tratamento, porém, o médico deve ser comunicado. As características da transpiração são importantes para a individualização do paciente, assim como o uso de qualquer substância que a suprima poderá falsear as informações. Neste caso, o médico também deve ser alertado.


E quanto ao uso de anticoncepcionais?

A opção por ter ou não filhos é absolutamente pertinente aos casais. Recomendamos o uso dos métodos mais naturais possíveis, que não afetem a saúde dos cônjuges. Quando se opta pelo uso de hormônios, contudo, alertamos que a eficácia do tratamento homeopático poderá não ser total devido ao que chamamos de obstáculos à cura.


E o uso de hormônios na menopausa?

A terapia hormonal para suprir a deficiência fisiológica quando do advento da menopausa é ainda muito recente. Os riscos de câncer ginecológico são pouco estudados. A priori, por se tratar de suplementação de uma substância que não é mais produzida pelo organismo, não existiriam empecilhos para o uso concomitante com a homeopatia. Somente o tempo, contudo, dirá das vantagens, riscos e inocuidade do uso da terapêutica hormonal.


Pode-se tomar vitaminas juntamente com a homeopatia?

O uso terapêutico das vitaminas é bem determinado. Existindo a real necessidade de prescrevê-las, o médico homeopata não se furtará em fazê-lo.


Na anemia, pode-se usar ferro junto com medicamentos homeopáticos?

Antes de optarmos pelo uso de ferro na forma de medicamentos preferimos adotar dietas ricas em produtos que o contenham. Prescreveremos ferro somente caso todas as tentativas através da alimentação não tenham alcançado êxito.


E os medicamentos anticonvulsivantes?

Dependendo do diagnóstico da causa das crises convulsivas os medicamentos poderão ser substituídos por medicamentos homeopáticos. Senão a substituição completa, ao menos a diminuição da quantidade ao longo do tratamento, mas nunca retirando-os abruptamente.


Pode-se usar corticóides com homeopatia?

O uso terapêutico de corticóides dificulta a ação do medicamento homeopático. A homeopatia visa aumentar os mecanismos de defesa, enquanto que o corticóide faz exatamente o contrário. Quando alguém nos procura fazendo uso de corticóides, retiramo-no gradativamente de acordo com as condições do paciente.


Com que idade deve-se iniciar o tratamento homeopático?

Dizemos que quanto mais cedo melhor, pois terá feito menos uso de substâncias que provocam supressões. Todos, no entanto e em qualquer idade, de alguma forma se beneficiarão tratando-se com homeopatia.


O que fazer quando surgem novos sintomas após o início do tratamento homeopático?

O homeopata trabalha com a linguagem dos sintomas. Seu aparecimento servirá de guia para o prosseguimento do tratamento. Deve-se entrar em contato com o médico e, dependendo da intensidade dos sintomas, fazer uma nova avaliação.


Quando aparecem sintomas relacionados com a pele e os emuctórios durante o tratamento homeopático, por que se diz que é a "doença saindo"?

Através dos mecanismos naturais de defesa e exoneração, a homeopatia proporciona a volta do equilíbrio energético. Assim, as supressões ocorridas serão sanadas da forma mais natural e menos dolorosa possível, visando a homeostase. Nem sempre é a forma mais agradável, contudo a menos nociva ao organismo como um todo.

A homeopatia cura todas as doenças?

Não. A homeopatia não é a panacéia universal. Como toda técnica terapêutica, tem seu campo de atuação e limites. A habilidade e experiência do médico homeopata influi nos resultados à medida que os sintomas a serem tomados para a prescrição dependem de um acurado exame, onde a hierarquização realmente eficaz para cada caso depende muito mais da capacidade de percepção e julgamento do homeopatia (adquiridas na prática diária) do que da erudição técnica. A colaboração do paciente, fornecendo os sintomas de forma clara e fidedigna, o uso concomitante de outros produtos, a qualidade do medicamento homeopático e a condição genética (herdada) do paciente também são fatores determinantes do sucesso total ou parcial do tratamento homeopático.


Fonte: Dr. Heidwaldo A. Seleghini - Email:  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.