Rosa pela vida

O mês de outubro começa com as jornadas de conscientização e prevenção contra o câncer de mama, com os eventos do Outubro Rosa. A cada ano surgem cerca de 57 mil* novos casos de câncer de mama, a maior parte deles entre mulheres acima dos 35 anos. Você faz ideia de o que é, como prevenir ou tratar? 

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Segundo câncer que mais mata no mundo e o primeiro entre mulheres, o câncer de mama quando detectado e tratado precocemente apresenta grandes chances de cura.

No Brasil, as taxas de mortalidade relacionadas ao câncer de mama ainda são altas e isto se deve, provavelmente, pelo diagnóstico tardio: muitos pacientes costumam descobrir a doença quando a mesma encontra-se já em estado avançado.

Considerado relativamente raro antes dos 35 anos, após esta idade a incidência cresce rápida e progressivamente. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) a estimativa é de 57.120 novos casos com 13.345 mortes só no ano de 2014. Embora homens também possam desenvolver a doença ela é esmagadoramente mais comum em mulheres e, muitas vezes, é confundida com uma doença exclusivamente feminina.

O Outubro Rosa, surgiu com a necessidade de conscientizar, prevenir e apoiar a luta contra o câncer da mama e durante todo o mês de outubro prédios públicos e privados ‘vestem o rosa’ como forma de lembrar a população sobre a importância do diagnóstico precoce para vencer a doença. Este mês, em todo o Brasil, acontecem diversas atividades voltadas ao tema que vão de caminhadas solidárias a mutirões para realização de exames preventivos.

Já que a detecção precoce é determinante no sucesso do tratamento, veja nos parágrafos a seguir as quantas andam seus conhecimentos sobre o assunto.

 

 

Quem pode ter?

O câncer de mama acomete homens e mulheres, sendo maior incidente entre elas, principalmente após os 35 anos de idade.

É sabido que fatores como: Obesidade, sedentarismo, idade avançada, ingestão de bebidas alcoólicas, primeira menstruação antes dos 12 anos, menopausa após os 50 anos, ausência de filhos ou maternidade após os 35 anos, não amamentação, exposição prolongada a hormônios femininos (anticoncepcionais e reposição hormonal a base de estrogênio e progesterona), o uso de anticoncepcionais orais antes da primeira gestação, além de histórico familiar e pré disposição genética (portadores do gene BRCA1 e BRCA2 correm mais riscos), são considerados fatores de risco no desenvolvimento do câncer de mama.

No entanto, alguns pacientes desenvolvem a doença sem apresentar algum dos fatores de risco descritos.

Sintomas

O sintoma palpável do câncer de mama costuma ser um nódulo único, endurecido acompanhado de dor ou não no seio ou nas axilas.

Além da presença de um nódulo, podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como a deformidade e/ou aumento da mama, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante à casca de laranja. Vermelhidão, edema, dor e secreção no mamilo também são sinais de alerta.

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Prevenção e Diagnóstico

A melhor forma de prevenção contra o câncer de mama é evitar os fatores de risco descritos acima e a partir dos 20 anos de idade, submeter-se a exames que possam diagnosticar precocemente a doença.

A prática de esportes aliada a uma alimentação saudável e o controle do peso saudável são os maiores aliados não só contra qualquer tipo câncer, mas para a manutenção da boa saúde no geral.

A mamografia – que é um exame de raios-X das mamas – é a mais indicada para a prevenção e/ou diagnostico precoce. Deve ser feita a cada dois ou três anos se você tem entre 20 e 40 anos e anualmente após os 40 anos de idade.

Apesar da maioria dos nódulos serem benignos, caso a mamografia detecte algum, será solicitada uma biópsia para determinar se a lesão é maligna ou não e seu estadiamento (análise das características e da extensão do tumor).

O auto-exame

O auto-exame deve ser feito a partir dos 20 anos todos os meses, de preferência no 7º ou 8º dias após o início da menstruação, se você é mulher.

Apesar de cerca de 90% dos tumores serem descobertos pelas próprias pacientes em casa, o INCA não recomenda o auto-exame como método isolado de prevenção contra o câncer de mama. Isto por que o auto-exame não é eficaz para a detecção precoce de tumores, não contribuindo para a redução da mortalidade por câncer de mama.

Deve ser feito, sim, como forma de consciência corporal e como exame complementar, nunca como substituto do exame físico realizado pelo profissional de saúde.

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Auto exame ajuda a detectar nódulos, mas não deve ser a forma exclusiva de diagnóstico

Tratamento

O tratamento varia conforme o tipo e o estadiamento do câncer. Os mais indicados são: quimioterapia (uso de medicamentos para matar as células malignas), radioterapia (radiação), hormonoterapia (medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos) e cirurgia, que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia (retirada completa da mama); isolados ou combinados.

Procure as atividades que envolvem prevenção e diagnóstico contra o câncer de mama do Outubro Rosa no Posto de Saúde mais próximo para juntos vencermos esta batalha!

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*Dados do INCA em 2014

2014-10-11T19:46:25-03:00 11/10/2014|BEM-ESTAR, SAÚDE|0 Comentários

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